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Tuesday, 19 January 2016

a cabine detestável que é preciso amputar





mas dizer que estou fazendo malabarismos já seria uma bela suavização da coisa. são dias e dias lutando bravamente para conseguir estar presente e me levantar e pegar meus dois ônibus para ver minhas muitas aulas e pegar meus três ônibus e voltar para casa, entre trânsitos, fobia e confusão. já abandonei algumas coisas pelo caminho, como sempre abandono algumas coisas pelo caminho, e tive conversas constrangedoramente sinceras com professores que, oi, mandam a gente fazer terapia, porque, né, na aula de didática ninguém ensinou a lidar com aluna surtada chorando e dizendo quero-morrê.

ao fim do dia, salvaram-se todos, e eu fui ler uma notícia onde se falava sobre a cabine destacável de um avião que se auto-fragmenta para salvar as pessoas em caso de acidente quando me peguei lendo cabine detestável - o que deve dizer muito sobre o meu Atual Estado Mental.

de uma forma ou de outra, fica também a descoberta de uma boa metáfora, pois TALVEZ SEJA ESSA a hora em que eu me divido em vários pedaços para o incêndio de um lado não comprometer todos os outros. na pior das hipóteses, vai-se embora uma parte incendiada e as outras se reagrupam, tentando formar um pseudo-avião amputado que ao menos tem condições de voltar - não-tão-são mas salvo - para casa.




Thursday, 21 March 2013

ninguém pra contar



...que a vida anda mesmo ruim. que eu tô achando que o amor vai do nada a lugar nenhum. que eu jogo em outras cidades minhas esperanças pra ver se assim vai que. algum sentido, talvez. contar que faz dias que estou na cama, assistindo aos programas que a televisão me dá (às vezes friends, às vezes um filme qualquer), comendo besteira atrás de besteira. contar que faz séculos que não vou à academia e que deveria ter marcado depilação pra essa semana porque a minha sobrancelha tá chegando no frida kahlo level, mas não marquei. também não marquei os 2 médicos, o exame, o cinema, a exposição. também não comprei o caderno, não fui à praia, não li os livros, não terminei os trabalhos.

contar que agora, sabe deus por que, eu guardo um choro misterioso na garganta e já não é só o amor o problema, mas o mundo inteiro. e chorar no colo de alguém já não adiantaria nada porque o colo também me parece um problema a mais. fica, então, essa vontade enlatada de sair gritando "estou infeliz, me liberta daqui", tipo aquela peça que não lembro o nome, e o meu suspiro final de resignação, sabendo mesmo que não há libertação possível, como quem diz: tudo bem, vai passar. um dia desses, passa. dia desses, tudo passa.








Sunday, 10 March 2013

das delícias pós-stress



depois de vários e vários dias de provas trabalhos seminários entregas ai meu deus não vai dar tempo tudo engarrafado preciso chegar às 7h socorro que ônibus lotado e tudo mais, finalmente.......... respirar! ainda me falta uma última prova (e diga-se de passagem, a pior do período inteiro), mas: o alívio já se instalou bonitinho e não há nada que se possa fazer. verdade seja dita, estou me sentindo de férias sem estar, e isso eu já não sei se é terrível ou muito bom.

seja como for, nessas semanas em que o estudo governou as minhas 24 horas diárias, resolvi adotar um método como motivação: baixei um filme por dia. um filme por cada dia que eu não podia fazer nada além de decorar declinações de latim e tentar entender mattoso. e o resultado foi: 11 filmes me esperando para serem vistos.

- a arte de amar
- ele não está tão a fim de você
- 120 dias de Sodoma
- amadeus
- maridos e esposas
- as sessões
- e viveram felizes para sempre
- tabu
- calígula
- tempos de lobo
- me excita, porra!

isso sem falar em alguns episódios de revenge (pra eu me atualizar) e o pilot de girls, que todo mundo anda falando tanto e eu resolvi baixar pra conhecer. esse último filme da lista eu já vi ontem e coloquei minhas impressões aqui: cinespasmo.blogspot.com (que é também onde eu devo colocar as resenhas de todos os outros que assistir - ou, ao menos, os que eu sentir que tenho algo a dizer sobre).

enquanto isso, na minha querida praia deserta de todo sábado:





















































































uma homenagem à poesia que vem e que vai... e se reescreve a cada ida.
e não se permite governar.


[graças a deus]